‘O ano em que disse sim’, o maravilhoso livro da Shonda Rhimes

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Um dia ainda vou fazer um post exclusivamente sobre Grey’s Anatomy por aqui, mas hoje quero falar somente sobre o livro “O ano em que disse sim”, escrito pela Shonda Rhimes, criadora de Grey’s, Scandal e produtora executiva de How To Get Away With Murder. Ganhei o livro de presente de Natal do meu irmão e fiquei surpresa (no bom sentido) com o conteúdo.

Achei que era uma espécie de auto biografia, contando mais sobre sua carreira, mas logo no começo percebi que é um livro super pessoal. A história é a seguinte: Shonda sempre foi uma pessoa tímida e introvertida, o que lhe causou uma série de bloqueios sociais, que fazia com que ela rejeitasse diversos convites para eventos no mundo das celebridades e tivesse até crises de pânico antes de entrevistas.

Até que, num dia de ação de graças, ela percebe que diz não para tudo e decide criar um desafio pessoal: só vai dizer sim nos próximos 12 meses. O enredo pode parecer um pouco com o filme hilário “Sim, senhor”, do Jim Carrey, mas digamos que ela só diz sim para as coisas importantes, que realmente vão mudar sua vida.

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A partir de então, Shonda compartilha várias partes de sua vida, mostrando como aquele aspecto era conduzido até então e como ela mudou após o sim. Ela fala sobre maternidade, carreira, amizade, amor, diversidade, racismo, auto-aceitação e conta histórias super divertidas e pessoais. O livro causou uma espécie de epifania em mim, pois me identifiquei em vários aspectos com ela.

O que me chamou a atenção é que o livro é escrito em primeira pessoa e em, em vários momentos, Shonda fala diretamente com o leitor, o que faz com que a gente se sinta super best friend dela, sonho de todo fã da Shondaland. Além disso, ela é super divertida, não dá vontade de parar de ler.

Outro aspecto muito importante do livro é que ela faz muuitas referências às séries que já escreveu. Além de contar os bastidores de alguns episódios, ela explica o que inspirou fases importantes de Grey’s Anatomy: a escolha de Sandra Oh para Cristina Yang, o porquê de Grey e Yang sempre dançarem, de onde surgiu a história da pose da Mulher Maravilha, enfim…senti como se estivesse mergulhando em um mundo secreto da série que tanto amo.

Sem dar mais spoilers, só posso dizer que se você é fã de uma alguma série escrita pela Shonda, não pode perder a chance de ler esse livro. A leitura é deliciosa, não poderíamos esperar menos desta escritora nata. O livro faz a gente entender mais as séries, as histórias, as personagens e dá uma injeção de motivação para seguir com seus sonhos.

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Amando ou odiando Sophia, Girlboss é uma série inspiradora

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Jaqueta virou amuleto da sorte para Sophia

Comecei a assistir Girlboss, série do Netflix, em um sábado ensolarado. Aproveitei o tempo em que estava fazendo as unhas na frente da televisão para matar a curiosidade. Eu comprei o livro, que conta a história da empresária Sophia Amoruso, há alguns meses, mas acabei lendo só alguns trechos, então não sabia muito o que esperar, mas pela divulgação parecia ser divertida.

Girlboss mostra como Sophia enfrentou aquele momento da vida em que a gente não sabe direito qual rumo profissional seguir e criou uma empresa de sucesso, a Nasty Gal, vendendo roupas vintage. São poucos episódios, bem curtinhos, então assisti tudo em dois dias, cada vez mais ansiosa para saber o desfecho, mesmo sabendo que na vida real tudo tinha dado certo.

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Torci muito para esse romance, mas não rolou

Muita gente odiou e amou Sophia ao mesmo tempo. Não é para menos, ela faz de tudo para alcançar o sucesso, até roubar uma loja de tapetes, por exemplo. No fundo, eu também senti esse sentimento estranho quando via ela fazendo tantas cagadas com o namorado, a amiga e o pai, mas a maior parte de mim torcia para ela conseguir.

Não acho que Sophia seja um exemplo a ser seguido, até porque foi bem arrogante em boa parte da série, mas tem algo nela que faz a gente torcer para que dê tudo certo, sabe? Quando assisti, estávamos criando uma marca no trabalho de conclusão de curso da faculdade, então achei bem interessante acompanhar todo o processo, criação do nome, altos e baixos, evolução do e-commerce, etc.

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Como não amar a melhor amiga de Sophia?

Depois de assistir o último episódio da primeira temporada, senti que Sophia realmente amadureceu, sabe? Valorizou a amiga, deu um passo importante na busca do amor-próprio e começou a ter mais responsabilidade na sua carreira. Sei que na vida real a Sophia saiu da Nasty Gal e a empresa recebeu vários processos trabalhistas (o que indica que Sophia não evoluiu tanto assim, né?), mas a ansiedade é mais forte que eu e quero a segunda temporada logo!

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Sophia Amoruso (de verdade, não a atriz)

O que eu penso é que ninguém é perfeito, ainda mais com 20 e poucos anos. Sophia cometeu muitos erros sim, muitas vezes até infringiu a lei, mas a lição que fica é que temos que ir atrás dos nossos sonhos e se reinventar sempre. Para quem sonha em ter um negócio próprio e/ou trabalhar com moda, a série Girlboss é muito inspiradora e pode te proporcionar muitas ideias. Agora preciso ler o livro para saber mais detalhes dessa história.

Bônus 1: Tem um episódio MUITO legal que mostra um debate e até algumas tretas em um fórum online. Encontraram um jeito muito divertido e diferente de mostrar esse diálogo online.

Bônus 2: A jaqueta icônica da série custou 3,5 mil dólares e foi comprada pela figurinista da série em um site de roupas vintage, assim como a NastyGal. Achei bacana! Aliás, o figurino da série como um todo é muito interessante.